ROMARIA

CARAVAGGIO

Maria, Mãe de Deus, Mãe da Igreja e nossa Mãe. Maria de Nazaré, Mãe da humanidade sofredora. Maria de Nazaré, a simples e humilde filha de Joaquim e Ana.. Nossa Senhora das muitas aparições, dos muitos títulos, presente de modo especial, em tantos lugares. Nossa Senhora, Maria de Nazaré, presença amorosa no coração de tantos filhos, é “proclamada bem aventurada, por todas as gerações”. Aqui os filhos, te buscam, os teus peregrinos, te invocam, sob o titulo de Nossa Senhora de Caravaggio.

Na antiga Capelinha de “tole de spaca”, feita com tanto amor e carinho, que abrigou tua pequena imagem – guardada numa pequena moldura – a teus pés, depois de um dia de trabalho, enfrentando a mata bravia, teus filhos reuniam os corpos cansados, para uma prece, que rejuvenescia a alma e revigorava as forças para a luta de todo o dia. A força da fé, a força da oração, a força de teu testemunho: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra”. E o desfiar das contas do rosário, alimentava a fé, animava a esperança, mantinha a família unida, unia a Comunidade Igreja, que estava nascendo a Linha Palmeiro.

A semente foi lançada em terra boa.  Germinou, alimentada pela devoção. Cresceu, fortalecida pela fé. Expandiu-se, pelo testemunho de tantos peregrinos, que ao voltarem para os seus lares, levavam fortalecida a esperança de dias melhores. Quantos trabalharam para o sonho se transformasse nesse monumento de fé, que hoje é um sinal e um testemunho.

O Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio – Linha Palmeiro, Farroupilha – hoje atrai peregrinos de nossa região, de todo o Estado do RS, do Brasil. Visitantes de muitos países vem prostrar-se a teus pés, “Mãe de Caravaggio  - Maria de Nazaré – Mãe de Deus e nossa Mãe!”. Não resta dúvida, Caravaggio é um fenômeno religioso do nosso tempo. Como tal pode ser visto e analisado de muitas formas e sob pontos de vista diversos. Uns farão análise sociológica, outros sob o ponto de vista da antropologia religiosa... cada um deveria saber o que quer e onde quer chegar.

Agora para se entender, o que isso significa na visão da fé, é preciso por o pé na estrada... percorrer o caminho... sentir o pulsar da natureza... perceber que tantos andam ao lado, com os mesmos sentimentos de filhos, irmanados na esperança. Vislumbrar o Santuário, depois do esforço de vencer o morro, que põe à prova a garra e a coragem... passa “por cima do folclore, das tendas, de tantas distrações”... para marcar o encontro com a Mãe, que leva o peregrino agradecido aos pés da Cruz, na celebração Eucarística. Isso explica e dá sentido à multidão que participa das celebrações, da Missa Campal, da procissão com a Imagem da Mãe e da procissão com Jesus presente na Eucaristia. Essa é a grande prova de amor e doação, ponto alto e central de nossa fé.

A peregrinação nos leva ao Santuário. No Santuário o encontro com a Mãe.  A Mãe nos leva ao irmão maior: o primogênito de toda a criação. Que no alto da cruz olha para a Mãe e diz: mulher, eis ai teu filho; olha para João, eis tua Mãe.

No Santuário, junto com a Mãe, na celebração da Eucaristia percebemos a grandeza da fé, o sentido da devoção à Maria de Nazaré e a aura de mistério que envolve a devoção à Nossa Senhora de CARAVAGGIO!!!
 

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